Quando não há mais onde postar


Recentemente encerrei minha conta no Twitter e, com isso, veio uma reação no mínimo curiosa: a de pegar o celular para fazer alguma coisa que não está mais lá. Hoje me peguei olhando para o aparelho enquanto pensava: ok, o que posso fazer com isso agora?

Consultei alguns grupos do WhatsApp e simplesmente deixei de lado. Quando você abandona redes sociais populares como Instagram, Facebook e Twitter/X, percebe que tem tempo sobrando — e que nem sempre sabe administrá-lo como deveria.

Por ser domingo, dediquei meia hora lendo alguns subs no Reddit, que, à medida que acompanho, têm se mostrado cada vez mais interessantes. Há tópicos que realmente valem a leitura, dada a experiência que alguns usuários compartilham por lá, mas é algo que, depois de lido, você simplesmente deixa para trás. Não existe aquela urgência pelo que virá em seguida ou por qual será a próxima trend.

Diferente do habitual, quero falar um pouco sobre como tenho ocupado meu tempo livre, que, aliás, melhorou muito após a aquisição de um Kindle. Fui capaz de ler dois livros em menos de um mês, o que me deixou bastante orgulhoso de mim mesmo. Não devo ter lido nem dez livros ao longo do ano — talvez uns cinco apenas.

De qualquer modo, ao terminar a leitura, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: eu devia tuitar sobre isso. Mas, sem a rede social, o que faço com essa informação que adquiri agora? Com quem devo compartilhá-la?

Isso é um bom exemplo de como as redes sociais são poderosas em nossa vida, pois nos fizeram acreditar que todo tipo de pensamento ou opinião precisa ser compartilhado naquele espaço e recompensado por likes.

Concluí um livro e simplesmente é isso. Gostei da leitura, ela abriu meus horizontes, e isso vai ficar comigo, para ser compartilhado em um momento oportuno. Existe a recompensa do conhecimento adquirido, mas não existe recompensa externa — algo que ative minha dopamina.

Talvez o grande desafio aqui seja que, sem redes sociais, precisamos aprender de novo a ficar sozinhos.

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Sobre o Autor

Diogo escreve sobre o que sente, vive e aprende, transformando experiências comuns em reflexões sobre presença, tempo e significado. Apaixonado por jogos, música e cinema, encontrou na escrita um modo simples e verdadeiro de se conectar com as pessoas — longe das telas, mais perto da vida real.

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