Quando o prazer deixa de bastar
Não sei dizer se isso pode estar relacionado à idade, mas percebi que algo mudou. Atividades que antes eu considerava prazerosas parecem ter perdido um pouco do seu apelo.
Ficar sentado em frente à televisão jogando deixou de ser uma experiência agradável. Agora, me sinto como se precisasse estar em qualquer outro lugar, exceto ali, jogando. Surge a sensação de que estou perdendo tempo, quando poderia estar fazendo algo que deixasse algum rastro.
O problema é que, enquanto faço esses questionamentos, acabo me vendo com a TV ligada, olhando para qualquer coisa, enquanto o tempo vai passando. O que eu deveria fazer? Por que tenho essa sensação de que nenhuma outra atividade parece capaz de oferecer a mesma dose de estímulo que antes me satisfazia?
Não sei se isso tem fundamento no tipo de leitura que venho fazendo, mas é inegável que ela contribuiu para uma nova perspectiva sobre a vida — uma em que o prazer parece precisar vir do ato de produzir algo. E, quando falo em produzir, não me refiro a desempenho ou rendimento, mas à sensação de ter feito algo, mesmo que pequeno, para mim mesmo.
Talvez concluir a leitura de um livro, fazer uma atividade ao ar livre, escrever um texto para o site ou simplesmente passar mais tempo com a família. Tenho pensado bastante sobre o valor que cada uma dessas atividades tem para mim.
Certamente não tenho todas as respostas para os meus próprios questionamentos, mas, de fato, hoje começo a olhar para o que faço com um foco maior no valor de cada uma dessas atividades.
Sobre o Autor
Diogo escreve sobre o que sente, vive e aprende, transformando experiências comuns em reflexões sobre presença, tempo e significado. Apaixonado por jogos, música e cinema, encontrou na escrita um modo simples e verdadeiro de se conectar com as pessoas — longe das telas, mais perto da vida real.

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